domingo, 15 de junho de 2008

Tomei uma cuba com Serginho Groisman


_ Alô?
_ E aí, vai sair?
_ Vou não...
_ Não!? Sábado à noite? Por que???
_ Quero ficar em casa hoje.
_ Mas tá todo mundo te esperando.
_ Mas eu não marquei com ninguém.
_ Nossa, mas você é grossa mesmo...
_ Não fui grossa, só disse que não marquei com ninguém e que não estou com vontade de sair.
_ Quer conversar sobre isso?


Por que será que as pessoas acreditam tanto na previsibilidade das pessoas? Deve ser porque não enxergam a beleza do livre arbítrio humano. Talvez porque não o temos exercitado muito. Uma sociedade neoliberal que se preza não legitimaria tamanha ousadia.

A cultura mediática molda identidades, cria andróides, transforma senso-comum em moral e ética em material reciclado. Enquanto isso, qualquer manifestação que contrarie o padrão passa da posição de escolha para a categoria “patológico”. Pensando bem, devorar sozinha uma lata de leite condensado as três da manhã deve ter, no mínimo, um "que" de histeria.


Ser um ser sociável é desgastante, mas necessário. Fazer escolhas é perigoso, mas motivador. Mobilizar o esquecimento é doloroso, mas essencial. E pensar... cansa tanto que, agora, prefiro me render a fadiga emocional: 1 x 0 para a tela do computador.

...e ativei o sleep da televisão para não ter nem o trabalho de desligar a TV, mesmo com controle remoto... remoto controle... mas essa reflexão vai ficar para outro momento virtual.

Por Elga Arantes, 2008

3 comentários:

Samia disse...

Nó! Deu vontade de dormir só de ler isso.
Pensei que fosse demais quando arrasto a televisão do meu quarto (que não tem controle) pra perto da cama pra poder desligar com o pé...

Legal mesmo esse tal de BlOOOg...bacana!

amiltonton disse...

vc tem cara de superficie, mas tem a profundidade da piscina do CEU.

dei a resposta a altura? hehehe

Anônimo disse...

Amilton ... sem comentários...