quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O desenho animado do filme de sua vida

O caminho não tem volta. Ele vai se desfazendo a cada passo adiante. Nem todas as trilhas são assim. Apenas aquelas em que vão dar em nada e tem um monstro de carinha bonitinha como guardião.

Os Gremlins da vida real geralmente são assim: fofinhos, mas, em contato com um líquido que, diferentemente dos filmes, não é água, transformam-se. Multiplicam-se. Multiplicam as indelicadezas, as visões surreais, a soberba. Uma mistura de coruja com morcego: criaturas noturnas divididas entre a razão da sabedoria e o medonho da cegueira quase que total.

A certeza histérica da razão torta desses monstrinhos faz com que eles tenham como companheiro inseparável o orgulho. E ele, meu amigo, o orgulho, é completamente sedutor. Tem a habilidade de fazer com que você acredite que qualquer coisa é melhor que reconhecer o erro, o equívoco, ou pedir desculpas. Para ele, arrependimento é sinal de fraqueza e humildade não tem nada a ver com força interior.

Na verdade, porém, o orgulho é feito de insegurança, de medos. Quase não possui auto estima e, por isso, precisa se auto promover, o tempo todo. Para ele e para os outros. Principalmente para os outros porque, sendo orgulho, não é autossuficiente, precisa renovar frequentemente o título de durão-mor.

Acha graça na sinceridade e desconfia das boas intenções. Tem medo da solidão e é por esse motivo que está sempre rondando você, de maneira tão envolvente. É como uma nuvem escura carregada que te ludibria, fazendo surgir, ao final das tempestades, um lindo e efêmero arco-íris, para que você se esqueça da chuva de asneiras que desalojou você de dentro do seu próprio coração.

E, assim, de repente, você não sabe mais onde está. Só se recorda da montanha russa de arrogância e insensatez que te levou até aquele desconhecido cheio de criaturas e monstros. E, aí, você se reconhece em um deles. Um unicórnio fofinho, que está sempre com a turma, mas que, no fundo, todos desconfiam de suas intenções.

Você, pessoa querida, é o sabotador de si mesmo! 


7 comentários:

Mulher Vã disse...

Existem umas versões que dizem que a Uni na verdade era um diabinho!!!
Eu conheço pessoas que são verdadeiros Gremlins! Ótimas mas em contato com o líquido [cachaça], se transformam!
Já reparou como que bebado é valente?!
É, vez ou outra somos vitimas de sentimentos rastejantes [sejamos monstros ou não], o orgulho, como o Rei Salomão falou, vem antes do tombo. E já sabem, pra cair, basta estar de pé...

Fiquei aqui pensando no que é pior..ser como um Gremlim, que com um agente externo se transforma num monstro ou ser como o Uni, mostrar uma carinha meiga mas por dentro ser um deabinho.

Vai saber.


Bom ter voce de volta!

Beijo.

Elga Arantes disse...

Oi!!!!!!!!!!
Quanto tempo...
Ja... Ja reparei como bebado e valente, sim.
Sobre a Uni, ja sabia do babado, rs.
Pois e, bom demais saber que mais alguem entendeu meu texto, da maneira como quis que entendessem.

Beijao!

sblogonoff café disse...

Elga...
Eu tentei!
Te liguei, falei com alguém, acho que era sua mãe e você nem retornou! Estive em BH no sábado. (Nem queria mesmo!)
Agora tá com você!
Se quiser tirar o feitiço, sabe como me achar!

***
Tem desses monstros mesmo.
E até me confesso promovedora de auto-sabotagem também.
O orgulho é o pai dos outros bichos que vivem no limbo ou mesmo aqueles que aprenderam a caminhar na luz do sol.
E você pensa que vai tudo bem, que suas ações são defesas. De repente, ele te morde, morde os outros, lambe o sangue e faz xixi na ferida.

Mas a vida é assim: Todo desenho animado é meio maniqueísta.
COntra os vilões, existem os mocinhos incorruptíveis que apanham o tempo todo mas vencer a luta nol final.

Sendo nós ou sendo o outro, a arte imita a vida. Deixemos então as espadas encantadas ou a fo~rça sobrecomum do amor e das coisas alegrifes trabalharem com os efeitos do orgulho e do egoísmo.

São heróis piegas às vezes, mas são os únicos que dão conta do serviço.

Sopro de Eves!!

Duvido que tem coragem de me encontrar!

Alvaro Vianna disse...

Azinales: palavra derradeira. Um rosebud de quem não é Kane.
Talvez signifique que não se pode dizer quem é quem nas relações humanas. Nunca.

A Mina do cara! disse...

Matou a pau!!

(ta difícil escrever mais alguma coisa viu... e se escrever pouco talvez pareça pouco... vai saber.)

um beijo

ludmila disse...

eu conheço essa historia camuflada!!!

Daniel Savio disse...

Monstros, todos temos de nós um deles, mas alguns consegue superar esta limietação e se tornar verdadeiros campeões...

Fique com Deus, menina Elga Arantes.
Um abraço.