terça-feira, 31 de agosto de 2010

Apropriação incidental

Silêncio, por favor!
Enquanto esqueço um pouco a dor no peito.
Não digam nada sobre meus defeitos; que eu já nem lembro mais o que (exatamente) me deixou assim.
Hoje eu quero, apenas.... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Uma pausa de mil compassos...
Pra ter minha menina e nada mais nos braços.
Só esse amor, assim, descontraído.
Quem sabe de tudo não fale, quem não sabe nada se cale.
Se for preciso, eu repito.
Porque hoje eu vou fazer, ao meu jeito eu vou fazer, um samba sobre o infinito.





Por Paulinho da Viola

2 comentários:

Pipa. Agora eu era o herói. disse...

Vejo que minha estada na blogsfera rende-me os mais preciosos frutos.

Ler poemas como este seu é um exemplo

Deixo uma serenata pra você


"Ela desatinou, viu
Chegar quarta-feira, acabar a brincadeira, bandeiras, se desmanchando...

E ela ainda está sambando...


Chico Buarque.


A gente se vê no ar!


Um beijo dançante.

Daniel Savio disse...

Todo mundo tem defeito, mas alguns misturados a nossa essência se tornam perfeição...

Fique com Deus, menina Elga Arantes.
Um abraço.