terça-feira, 8 de julho de 2008

Que Mário????


Achei já ter ouvido de tudo. “A cerveja tava quente”; “O wisky era falsificado”; “O morango do espumante tava esquisito”; e até a inesquecível: “Foi a azeitona da empada”. Mas, realmente, a criatividade dos meus amigos ultrapassa qualquer previsibilidade. Gritaram quase que em coro: “A culpa foi das máscaras.”.

Foi uma festa muito boa. Aliás, arriscaria dizer que foi uma festa memorável ! Para alguns, porém, a explanação deveria mesmo ter o adjetivo “memorável” trocado pelo seu antônimo mais fiel: IMEMORÁVEL. No significado literal mesmo, de um acontecimento “de que não se tem lembrança”.

Alegam não lembrar de mais nada, após colocarem as tais máscaras. Interessante ressaltar que no teatro grego tais peças eram usadas com objetivos diversos, dentre os quais, acho que cabia na ocasião daquela festa, principalmente, dois: diferenciar sexo e idade e permitir a execução de mais de um papel pelo mesmo ator.

(...)

A leitura é linda porque cabem infinitas interpretações. Interpretem, pois.

E eu, no meu cômodo lugar de autora, prefiro dessa vez, nem mesmo fazer insinuações metafóricas. Mesmo porque, estive lá também. Usei uma máscara. Todos viram. Até fotografaram. Inegável.

Sobre ter sido mais de um personagem, talvez. Não me lembro. Nessa hipótese, apenas um se manifestou nas resenhas ocorridas. E esse, o que se manifestou, alega lembrar-se de tudo. Menos dos outros possíveis papéis representados. O que já é um esquecimento...

Festinha “imemoravelmentememorável!

Lembrei-me! Houve quem perguntasse, não lembro quem: “A Luana esteve na festa? Não estou me lembrando...”

Quanta palhaçada!!!

Por Elga Arantes, 2008.

3 comentários:

Charles disse...

como a cerveja não estava quente, o winky não era falsificado e o morango do espumante não esta esquisito, pairam algumas perguntas sem respostas sobre minha cabecinha etilicamente imemorável:

Tinha empada na festa?

Quem é essa tal de Luana?

De que máscara vc tá falando?

Como é que eu cheguei em casa?

Anônimo disse...

esperava mais criatividade.

mas não fica chateda. é que esperei ansioso por esses escritos.

ahhhh, sou um tipico covarde virtual e me escondo no anonimato.

rsrsrrrsrsr

Elga Arantes disse...

Cabecinha etilicamente imemorável, eu te levei para casa, não lembras?

Anônimo, gosto das críticas sinceras. Mesmo quando não fazem questão dos créditos... expectativas...ai, ai!!